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Seu cão sabe que você vai chegar

É bastante comum ouvir de tutores que garantem que seu cão sabe a hora que vai chegar em casa e eles não sabem como explicar esse misterioso comportamento

Mas, como um cão sabe quando seu dono está voltando para casa em um momento inesperado do dia?

E os gatos, como eles sabem quando é hora de ir ao veterinário, mesmo antes do tutor pegar a caixa de transporte para leva-lo?

Muitas pessoas também ficam admiradas como cavalos e muitos cães também (lembram do Boobie, o cão maravilha?) voltam para casa depois de caminhar muito por terrenos desconhecidos.  Ou ainda, como alguns pets conseguem prever com antecipação que seus tutores vão sofrer um ataque epiléptico?

Pets com poderes telepáticos

Estas perguntas intrigantes acompanham os tutores há muito tempo. Ao buscar respostas, o renomado biólogo Rupert Sheldrake afirmou que os animais têm muito mais capacidades que podemos imaginar.

Após cinco anos de pesquisa envolvendo milhares de pessoas que possuem ou trabalham com animais, Sheldrake prova conclusivamente o que muitos donos de animais de estimação já sabem. A existência de uma forte conexão entre humanos e animais, que está além do entendimento científico atual.

E afirma que os cães que sabem quando seus donos estão voltando para casa são uma exploração inovadora do comportamento animal que mudará profundamente a maneira como pensamos sobre os animais, e sobre nós mesmos.

Um pouco da história entre humanos e animais

Essas afirmações e estudos estão publicados no livro “Cães que sabem quando seus donos estão voltando para casa: E outros poderes inexplicáveis dos animais” (do inglês Dogs That Know When Their Owners Are Coming Home: And Other Unexplained Powers of Animals – Hutchinson, Londres, 1999; Crown, New York; edição revisada 2011, Random House, New York)

Capa da edição britânica

Ele começa explicando a evolução dos laços entre humanos e animais, detalhando que os nossos ancestrais eram, principalmente, coletores. E ainda, que a famosa imagem do homem caçador, caminhando confiante sobre o savana africana, é apenas um mito. Somente uma pequena parte dos alimentos consumidos pelos caçadores-coletores vinham de animais caçados pelos homens; a maioria vinha da coleta, feita principalmente por mulheres.

Os primeiros animais a serem domesticados foram os cães. Seus antepassados foram os lobos, que caçavam em matilhas e foram domesticados antes do desenvolvimento da agricultura.

Estudos do DNA de cães e logos apontam para uma transformação há mais de 100.000 anos, e não a 10.000 como se pensava. Outra constatação é que os lobos foram domesticados várias vezes, não apenas uma vez, e que os cães continuaram a se cruzar com lobos selvagens.

Com tanto tempo de convivência e evolução, os cães e outros animais que sempre conviveram com os humanos, aprenderam a detectar muita coisa.

Os campos morfogenéticos

Para confrontar o pensamento científico convencional, o biólogo Rupert Sheldrake propõem uma ousada sobre campos morfológicos (que ele já havia citado em seu livro “A Presença do Passado”, de 1988), onde afirma que os membros de um grupo estão ligados por regiões de influência auto-organizadoras – campos que têm uma história, evoluem, contêm uma memória coletiva e moldam o desenvolvimento de organismos, cristais e novas ideias, assim como padrões de comportamento, adaptação e aprendizagem.

Aplicando esta hipótese ao reino animal, ele afirma que gatos, cães, cavalos, coelhos e outros animais podem se comunicar telepaticamente com pessoas (ou com outros animais) com quem têm laços emocionais – e que os campos mórficos atuam como um canal para essa capacidade.

Isso explicaria porque seu cão sabe a hora que você vai chegar. E não porque você buzinou ou abriu o portão. Desde a hora que você decidiu voltar para casa, o seu pet teve a percepção e já começou a ficar mais impaciente, buscando sempre a porta ou uma janela para esperar sua chegada.

Para chegar nesse conclusão, o cientista pesquisou ou entrevistou mais de 1000 proprietários de animais de estimação, treinadores de cães, veterinários, funcionários de zoológicos, cegos com cães-guia, treinadores de cavalos e proprietários de lojas de animais de estimação.

Esse estudo rendeu ótimas histórias de reencontros de animais perdidos que encontraram o caminho para voltar aos seus tutores, Ou de gatos e cães respondendo emocionalmente, às vezes a uma grande distância, ao sofrimento ou à morte de seus donos.

Também emocionantes relatos de pets que “avisaram” com antecedência sobre terremotos, ataques de bombas ou outros animais. Há relatos até de papagaios respondendo de forma específica ao toque do telefone sempre que uma determinada pessoa telefona.

Teste os poderes psíquicos do seu cão

O estudo, mesmo que os mais céticos o ignorem, abre um novo caminho para estudos em áreas que, de forma geral, a comunidade científica evita.

Os tutores poderão fazer alguns testes, pois o livro traz um apêndice onde sugere pesquisas simples que os amantes de animais podem conduzir para testar se seus animais de estimação têm poderes psíquicos. Ele, garante que os resultados são impressionantes.

 

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