Nenhum comentário

Viagem com pets nas férias

Viajar com pet exige planejamento
Viajar com pet exige planejamento

Durante o verão e o período de férias escolares, o fluxo nas rodovias brasileiras aumenta significativamente. Entre malas, crianças e equipamentos de lazer, cresce também a presença de cães e gatos viajando com suas famílias. O que muitos tutores ainda desconhecem é que transportar um pet de forma incorreta no carro não é apenas arriscado — também é infração de trânsito.

Planejar a viagem do animal com o mesmo rigor aplicado aos passageiros humanos é hoje uma exigência legal, técnica e ética.

 Pets são parte da família — e também da responsabilidade no trânsito

O transporte de animais em veículos precisa atender a três princípios fundamentais:

  • Permitir a condução segura do veículo
  • Não expor o animal a risco físico
  • Evitar colocar terceiros em perigo

Na prática, isso significa que pets não podem viajar soltos, no colo, na frente do motorista ou pendurados nas janelas. Apesar dessas cenas serem constantes nas estradas brasileiras.

Segundo o Capitão Rafael de Lara Leite, da Polícia Rodoviária de São Paulo, o animal deve ser sempre transportado de modo a não interferir na atenção do condutor nem se tornar um projétil em uma freada ou colisão.

O que diz o CTB sobre viajar com pets

O Contran não define um único equipamento obrigatório, porém, é preciso estar atento ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por que ele estabelece limites claros. Três artigos são fundamentais:

Artigo 252 — Infração média

Proíbe transportar animais:

  • À esquerda do motorista
  • Entre braços e pernas do condutor

Penalidade: multa + 4 pontos na CNH

Artigo 235 — Infração grave

Proíbe transportar animais:

  • Em partes externas do veículo
  • Com a cabeça para fora da janela
  • Na caçamba de picapes

Penalidade: multa + 5 pontos na CNH

Artigo 169 — Infração leve

Dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segurança.
Um animal solto no carro enquadra-se nesse artigo.

Como transportar pets corretamente no carro

O mercado pet já oferece soluções adequadas para todos os portes e espécies. O critério central é simples: o animal deve estar contido e protegido.

1. Cinto de segurança para pets

Indicado para cães médios e grandes.
Deve ser preso ao peitoral, nunca à coleira do pescoço.
Evita que o animal seja arremessado em impactos.

2. Caixa de transporte para viagens com pets (kennel)

Ideal para gatos e cães pequenos.
Deve ser fixada pelo cinto de segurança.
Oferece proteção física e reduz o estresse.

3. Cadeirinha ou cesto

Para cães pequenos que gostam de observar o ambiente.
Possui guia interna para manter o animal preso.

4. Grade divisória

Para SUVs e veículos com porta-malas integrado.
Impede que o cão acesse os bancos dos passageiros.

Você pode gostar de ler Seu cão sabe que você vai chegar

Planejamento de rota e bem-estar animal

Viajar com pets exige mais do que equipamento. Exige logística veterinária e fisiológica.

Paradas regulares

A cada 2 ou 3 horas, o tutor deve parar para:

  • Hidratação
  • Caminhada
  • Necessidades fisiológicas

Alimentação

Antes da viagem:

  • Evitar refeições pesadas
  • Manter apenas porções leves

Animais também sofrem de enjoo de movimento (cinetose). O veterinário pode prescrever medicação preventiva quando necessário.

Controle térmico

Nunca deixar o animal dentro do carro parado ao sol.
Mesmo com janelas abertas, a temperatura interna pode ultrapassar 60°C em minutos.

Durante o trajeto:

  • Usar ar-condicionado ou ventilação adequada
  • Manter o animal confortável e hidratado

Exemplo real: quando o planejamento funciona

A influenciadora pet Mariana Camargo de Oliveira e o diretor de imagens Eduardo Palota realizaram uma viagem de 3.600 km, de Sorocaba (SP) a Bariloche (Argentina), com duas cadelas — incluindo uma Golden Retriever com deficiência.

As duas viajaram:

  • No banco traseiro
  • Presas por cintos específicos
  • Com paradas regulares para descanso

O resultado foi uma viagem longa, porem, muito mais segura, sem estresse ou riscos.

Viagem segura é dever legal e ato de cuidado

Viajar com pets nas férias é um direito do tutor, porém, isso deve ser feito dentro da lei, da técnica, da segurança e do respeito ao bem-estar animal.

Quando o transporte é correto:

  • Reduz acidentes
  • Evita multas
  • Protege o animal
  • Preserva vidas

Em tempos de verão, estrada cheia e famílias em movimento, a segurança do pet começa antes de ligar o motor.

 

Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Menu