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Entrevista com Dr. Marcelo Gusella

Entrevista com o veterinário Marcelo Gusella

O Pet Shop News realizou uma entrevista com o veterinário Marcelo Gusella, formado pela Universidade Federal do Paraná e que atua (presencialmente) em Joinville, Santa Catarina, mas que também, é bastante atuante nas redes sociais, seja no Instagram, Youtube ou Facebook, orientando gratuitamente tutores de cães e gatos sobre as melhores práticas de cuidar do mascote.

Agradecemos a disposição do Dr. Marcelo Gusella em nos atender e convidamos o leitor para aprender mais, curtir e seguir as redes sociais!

Acompanhe os melhores momentos:

PETSHOPNEWS – O que motivou a escolher a carreira veterinária?

Marcelo Gusella – Como todo adolescente da minha geração, precisei decidir o que fazer da vida com menos de 16 anos. Fui criado ao meio de animais como cavalos, vacas, papagaios, peixes, cães e gatos, portanto, sempre pensei em ser veterinário (como toda criança). Na adolescência fiquei em dúvida em ir para a área de computação ou a veterinária. Pois bem, com 13 anos ganhei de presente de minha mãe, uma cadela da raça Akita, a Mel. Foi paixão à primeira vista. Entretanto, mal sabem os leitores que minha mãe para poder me dar um cachorrinho trocou uma janela basculante que estava sobrando em casa pelo filhote.

A Mel transformou minha vida e com isso decidi cursar veterinária aos 16 anos de idade, época que entrei na faculdade. Dessa forma, hoje atuando há 7 anos como médico veterinário e tendo 28 anos de idade, a Mel com seus 15 anos (uma exceção frente à sua raça) ainda vive comigo e reforça meu sentindo de vida ao trabalhar com os animais.

Leia o artigo do Canal O Especialista ensina: Displacia Coxofemoral

E a escolha pelo atendimento domiciliar? Isso, faz muita diferença para o pet essa forma de atendimento? E para o tutor?


Marcelo Gusella –
Após trabalhar 4 anos em clínicas pela cidade, insatisfeito com muitas coisas e querendo voar sozinho, percebi ali uma demanda reprimida que era o atendimento domiciliar. Resolvi então, em janeiro de 2017, pedir demissão do meu emprego e comecei a atender os pets em suas casas. Essa escolha foi um divisor de águas em minha vida pessoal e profissional, pois me encontrei, percebi que os animais se sentem muito melhor durante o atendimento e o tutor fica mais satisfeito. Em alguns momentos da minha vida pensei em desistir da profissão, mas hoje tenho consciência que o problema não era comigo ou com a veterinária, mas, sim com o modo que a medicina era aplicada nos locais onde trabalhei.

O atendimento domiciliar faz uma diferença enorme na vida do animal, pois ele não sente medo, ele está em sua própria casa e os atendimentos são realizados em meio a brincadeiras no chão mesmo. Enquanto brinco com eles, realizo as consultas, e ao final nem perceberam que passaram por um atendimento veterinário. Na clínica existem cheiros de muitos animais, o que por si só já traz apreensão ao pet, além disso o tradicional jaleco e mesa de inox que deixa o animal tremendo de medo.

O tutor fica muito satisfeito com o atendimento, pois vê nas reações do seu animal que aquilo é confortável para ele e, assim, não existe medo durante o atendimento. Além do mais, isso evita que o tutor pegue trânsito ou se incomode em sair de casa com o pet.

Os desafios da medicina veterinária

Você faz o atendimento sozinho ou mantém equipe de apoio.

Marcelo Gusella – Durante 1 ano e meio realizei tudo sozinho, desde a parte de agendamento até as consultas. Entretanto, hoje trabalha comigo minha noiva, que faz a parte de atendimento ao cliente via telefone e também auxilia nos atendimentos se existir necessidade de segurar um animal ou algo do tipo. Além de contar com clínicas parceiras onde realizo sedações e procedimentos invasivos que não podem ser realizados em casa.

Quais são os “novos” desafios da medicina veterinária? Os antigos já foram superados?
(Entre eles, e principalmente, para enfrentar o doutor Google, onde muitos tutores vão consultar primeiro)

Marcelo Gusella – O maior desafio, hoje, ao meu ver são os próprios veterinários. Pois não é uma classe unida e que não mantém em seu portfólio a ética como prioridade. Nossos pacientes não falam, portanto, não podem reclamar à seus “pais” se não foram atendidos de forma correta ou não.

Envolvendo dinheiro, os profissionais utilizam de materiais e técnicas errôneas, e assim, colocando em risco a vida dos pacientes, com o único objetivo de “faturar” mais.

O Google e os mecanismos de busca trazem um problema aos próprios animais, e não necessariamente ao veterinário. Pois muitos tutores buscam auxilio na internet, e na maioria das vezes acabam agravando o problema. Sendo assim, quando o paciente chega até nós a situação já é crítica, coisa que não precisaria se tivesse sido atendido com mais rapidez.

Muitas dúvidas dos tutores, e assim, haters, conselho de classe e muito mais

Você tem uma atuação constante nas redes sociais, e assim, oferecendo orientação aos leitores por meio de lives, posts, Plantão de notícias e até mensagens diretas. 

Em sua opinião, como essas ferramentas podem ajudar na conscientização dos tutores, enfim, para cuidados e atenção com vacinas, doenças etc?

Marcelo Gusella – Percebi que muitos tutores tinham dúvidas simples e parecidas que não são resolvidas na internet ou durante as consultas veterinárias, certamente, por causa do tempo restrito. Por isso atuo fortemente nas redes sociais, trazendo soluções simples aos tutores, para que dessa maneira saibam a melhor maneira de lidar com seu pet, prolongando a vida dos mesmos.

Assim, como nem tudo são flores, sempre temos os haters e também o conselho de classe que é muito antiquado em relação as novas tecnologias, que por sua vez, acaba boicotando ou proibindo muitas postagens que poderiam salvar muitos animais.

Humanização de pets gera polêmica entre tutores

Uma pergunta incômoda: vivemos uma época de excessos dos tutores, com humanização exagerada dos pets? Ou seja, podemos dizer, os pets são filhos?

Marcelo Gusella – Vivemos uma era totalmente diferente do que foi algum tempo atrás, ou seja, na verdade nunca se viveu algo parecido. Por exemplo, muitos casais (a maioria jovens) deixam de ter filhos para terem um pet no lugar hoje em dia.

Por um lado isso é ótimo, pois as pessoas ao tratarem assim os animais, cuidam mais, fazem mais exames, e assim, dão uma vida melhor aos pets.

Assim, o excesso de humanização traz problemas comportamentais e psicológicos que até então não existiam nos animais. E alguns tutores (a minoria) ao serem muito apegados acabam atrapalhando o tratamento, pois não querem que seus animais tomem vacina para não serem picados por uma agulha ou não os deixam internados para o tratamento porque ficarão com saudades.

O bom senso é a melhor coisa nessa hora.

Ração ou alimentação natural, eis a questão

Falando sobre a alimentação: ração ou comida natural ? Em outras palavras, tem tutores falando em alimentação vegana pra cães e gatos !!!

Marcelo Gusella – Sou adepto das duas alimentações, pois cada uma apresenta um objetivo, benefícios e prejuízos particulares.

Mas devemos lembrar que as rações boas (premium e super premium) são completamente balanceadas e, por isso, com bons ingredientes, suprindo o que o animal precisa.

Já uma alimentação natural feita de qualquer maneira pode prejudicar a saúde do pet, visto que nutrientes importantes podem faltar.

Independente de qual tipo escolher, devemos lembrar que os cães e gatos são carnívoros, portanto, alimentações vegetarianas estão fora de cogitação.

Quando escolher uma ração ou alimentação natural, faça isso seguindo as orientações de um profissional da área, para que seu animal tenha o melhor aproveitamento dos alimentos.

E, para finalizar…

Encerramos nossa entrevista e, portanto, fique à vontade para acrescentar, se houver algum assunto que julga importante para o leitor

Marcelo Gusella – Com a crescente da população de animais de pequeno porte e que vivem em apartamento, uma doença que não era comum toma atenção hoje em dia: a lambedura de patas. Por isso, a maioria dos animais que tem o hábito de lamber incansavelmente as patas, está trazendo malefícios a sua vida.

É uma doença multifatorial, pois envolve alergias, animais ansiosos, estressados, depressivos, com excesso de energia, que passam muito tempo sozinhos ou que não interagem com outros animais.

Diversas maneiras para acabar com o problema existes, porém, devo lembrar o leitor que para resolver isso cada caso deve ser avaliado em particular. Observe quando seu animal faz isso, em que período do dia é mais frequente, para que assim você possa traçar um plano de tratamento adequado.

Se tiver dúvida, fiz uma aula gratuita onde explico as causas e como tratar a lambedura de patas. Quer saber mais, então, basta acessar o link abaixo.

A aula é grátis e online.

Marcelo Gusella

Instagram: @drmarcelogusella

Facebook: /drmarcelogusella

Site: www.drmarcelogusella.com.br

Youtube: /marcelogusella

Aula grátis sobre lambedura de patas: www.drmarcelogusella.com.br/aula-gratuita

Telefone/Whatsapp: (47) 99906-1629

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1 Comentário. Deixe novo

  • Jéssica Emilene
    29/02/2020 20:39

    Acompanho o Dr.Marcelo há algum tempo e aprendi muito com ele através das lives,ele é muito atencioso sempre responde as nossas perguntas e tira nossas dúvidas.Sempre nós orientando como cuidar do nossos pets e qual é o momento de procurar ajuda de um profissional.

    Responder

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