
Ter um animal de estimação traz inúmeros benefícios para a saúde mental e emocional, especialmente para idosos que enfrentam a solidão.
A interação com cães e gatos estimula a liberação dos chamados “hormônios da felicidade”, ajudando a reduzir o estresse, a depressão e até problemas cardíacos.
No entanto, quando ter um pet real não é uma opção, a tecnologia entra em cena com uma alternativa inovadora: os pets robóticos.
Profissionais que trabalham diretamente com idosos e seus companheiros de quatro patas confirmam que o contato com animais tem um impacto positivo na qualidade de vida.
Porém, para aqueles que não podem cuidar de um pet real, os chamados “bots peludos” vêm se tornando uma solução viável, especialmente no Japão, onde a tecnologia desses “pets de mentirinha” está mais desenvolvida.
Eles são muito diferentes dos “dog reborn” que agradam tanto TikTokers e seus influenciados das redes sociais.
Longe das polêmicas e disturbios emocionais, o robô pet permite interações reais. E, conforme o modelo, tem várias funcionalidades e nem de longe se parece com um animal taxidermizado ou de plástico.
A revolução dos pets robóticos
Há cerca de dez anos, funcionários da Hasbro criaram uma linha de animais de estimação robóticos para atender a esse público.
Em 2018, parte da equipe fundou a Ageless Innovation, empresa que já vendeu mais de 700 mil unidades desses pets em 30 países.
Disponíveis em sites como Joy For All e Amazon, esses companheiros eletrônicos são projetados para imitar os movimentos e sons de cães e gatos, oferecendo conforto e companhia a idosos.
No Japão, casas de acolhimento de idosos utilizam robôs e toda a tecnologia disponível para proporcionar maior conforto, afeto e combater a solidão.
Estudos clínicos da AARP e UnitedHealthcare comprovam a eficácia desses robôs no combate à depressão e ao isolamento social.
Robôs Pets são novas ferramentas no cuidado de idosos . Alguns oferecem serviços relacionados à saúde, como lembretes de medicamentos , mas a maioria tenta compensar a ausência de companhia humana e animal. Esses robôs possuem inteligência artificial (IA) projetada para interagir e proporcionar conforto ao usuário.
Um levantamento realizado no final de 2024 pelo New York State Office for the Aging mostrou que 93% dos idosos que receberam esses pets relataram aumento nos sentimentos de alegria e companheirismo.

O valor do contato afetivo
Embora nada substitua a companhia de um animal de verdade, os pets robóticos demonstram como o contato – mesmo com um bichinho eletrônico – pode gerar impactos positivos na vida dos idosos. Em especial, aqueles com deficiências cognitivas acentuadas encontram nesses dispositivos um estímulo emocional valioso.
A presença de um pet, seja ele real ou eletrônico e, mesmo que chamem de “pet de mentirinha”, ele reforça a importância das relações afetivas em todas as fases da vida.
Sempre que possível, adote um cão ou gato, pois o que realmente importa é o sentimento de carinho e acolhimento que eles proporcionam.










